quinta-feira, 22 de maio de 2014

Lelé, humanização da saúde e do edifício hospitalar

"Considerado por Lúcio Costa um dos três mais importantes nomes da Arquitetura Modernista Brasileira, “o arquiteto onde a arte e tecnologia se encontram e se entrosam – o construtor”, faleceu na manhã de hoje (21/05),  em Salvador, o arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé. Ele foi responsável por obras que transformaram a forma como o Brasil olhava sua Arquitetura. Desde o trabalho na construção de Brasília, passando pela criação da Fábrica de Escolas do Rio de Janeiro e do Centros Integrados de Educação Pública no Rio de Janeiro (ambos em parceria com Darcy Ribeiro) pela Fábrica de Equipamentos Comunitários em Salvador até o desenvolvimento do Centro de Tecnologia da Rede SARAH de Hospitais, ele soube como ninguém unir técnica e arte, função e sensibilidade."

Hoje, 22/05/2014, João Filqueiras Lima, o Lelé, grande nome da arquitetura brasileira, faleceu.  

Quando se vai um arquiteto que muito contribuiu com a sociedade, não podemos dizer que perdemos. O corpo se vai, mas fica a a essência impressa em cada obra, em cada croqui, que inspira novos arquitetos à boa arquitetura.




Desde a faculdade admirei muito as obras deste grande arquiteto. 

Primeiro, me apaixonei pelas coberturas curvas em estrutura metálica... Depois, pelos estudos de iluminação e insolação... Pela vegetação integrada ao edifício. Pelas cores do espaço... Pelos painés artísticos integrados à arquitetura... e finalmente pela humanização do edifício hospitalar.

Enfim, desde que descobri o livro com suas obras na biblioteca da Universidade, começou uma grande admiração e, a cada dia, a cada tema estudado, a admiração só crescia.

Ao final do curso de Arquitetura, eu já teria levado este livro para casa dezenas de vezes, mas nunca me cansava, pois as através de suas obras eu poderia me inspirar para fazer projetos bioclimáticos, para projetos com estrutura metálica, para projeteos hospitalares, etc...

Suas obras são assim... do tipo... "Gente, pensei em tudo mesmo!" Funcionalidade, beleza, arte, Paisagem, sutentabilidade, racionalidade, humanização, tudo está ali.

Mas quando comecei a pesquisar sobre arquitetura hospitalar, aí sim, minha paixão pela obra deste arquiteto cresceu ainda mais:


O edifício hospitalar para ele não é apenas o lugar onde se trata dos enfermos. O próprio espaço é curativo e exerce importante papel na recuperação da saúde. 


É impossível falarmos em humanização da saúde sem falarmos em humanização do edifício hospitalar. 

E Lelé provou a todos que é possível construirmos belíssimos edifícios hospitalares, aliando tecnologia à sustentabilidade e ainda de forma modular, industrial e racionalizada. 



Lelé, obrigada por sua contribuição à arquitetura brasileira. 

O Brasil não perdeu um grande arquiteto. O Brasil ganhou um grande arquiteto. 

Você está vivo em cada arquiteto que respeita o ser humano e a natureza. 

Está vivo em cada um daqueles que sabem unir racionalidade à beleza. 

É a essência dos espaços hospitalares belos, funcionais, humanos. 

Obrigada.